quinta-feira, 3 de junho de 2010

Ela se levanta. Está frio, e são cinco horas da manhã, e ela nem se importa. Lava o rosto, toma o café, coloca a meia três quartos e sai em direção ao seu destino final daquela manhã: a escola.
Enquanto entra no carro, arruma o cabelo e passa um pouco de corretivo para disfarças as olheiras, tentando disfarçar aquela noite mal-dormida, inquieta e vagarosa ao mesmo tenpo. Era o reflexo de seu coração: jovem e apaixonado. Sim, ela estava amando de verdade.
Ficara conversando com ele até o dia seguinte, as horas passando furiosamente, como se as próprias não tivessem tempo. Naquela correria, não conseguia acompanhar o que passava. Estava parada, admirando-o. E olhando-o. Era tão bom, se sentia confortável e feliz. Algo ia se abrindo em seu peito, enquanto seu coração palpitava rapidamente. Não era um sentimento egoísta, era divino. E absorta naqueles pensamentos, um barulho a despertou. Em seu celular, uma mensagem.
"Jamais se esqueça que eu te amo muito". Ao ler aquelas palavras, viu o quão verdadeiro era aquilo que sentia. Ele sentia o mesmo. E, de imediato, chorou. Naquela inocência de descoberta, daquele amor infinito. Estava completa. Je t'aime.

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