Oi gente :)
Outro dia eu precisava ler um pouco, e peguei um livro de poesias.
P.S.: Eu acho poesias insuportáveis.
Mas achei a poesia perfeita.
Para que fiques
A certeza vela atrás de um muro
ou dorme num poço
onde nada se escuta ou avista.
Sempre que partes, morro um pouco
por não saber se retornas.
Minhas mãos doem de tanto abrir-se
para que vás tranquilo.
Só assim hás de querer estar comigo:
sem que eu insista.
(Fingir que te deixo livre
é um jeito egoísta
de amar.)
Lya Luft
Minha escritora brasileira e atual preferida :D
Prometo escrever uma poesia, me esforçarei bastante.
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
If I could be happy.

E essa era a felicidade mais verdadeira. Absoluta, sufocante. Mas ainda assim, felicidade. Mas não porque algo especial tinha acontecido. E sim por estar viva. E sentir o sol e o vento acariciarem seu rosto, a fazerem fechar os olhos, a deixavam em êxtase, com um sentimento de que nada faltava. Estava completa, como sempre quis. Carpe diem.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Everybody's changing.
Agora, olhando para aquele passado não tão remoto assim, não sentia raiva, ou sequer inveja. Sentia uma nostalgia, algo bom. E um certo pesar em saber que aquilo não voltaria jamais, ou que não teria uma história igual àquela. Mas haverá outras vezes para tentar ser feliz. Trilhando o caminho em busca da felicidade.
sábado, 9 de janeiro de 2010
História sem título, I
"Dá-me tua mão. Vou agora te contar como entrei no inexpressivo; que sempre foi a minha busca cega e secreta; De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois; De como vi a linha de mistério e fogo que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota; entre dois fatos existe um fato; entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam; existe um intervalo de espaço; existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial; está a linha de mistério e fogo; que é a respiração do mundo. E a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio."
Clarice Lispector
Era uma dor horrível. Jamais sentira nada igual. Um vazio que sugava tudo e todos à sua volta. Era como se ela estivesse sumindo, a sensação era horrível. O nada. Com certeza, no mundo, não havia NADA pior que o NADA. Chegava a ser irritante tudo isso, esse desespero crescente. Ela só queria que nada mudasse. Sua vida, aparentemente, estava perfeita, com tudo o que ela desejava um dia alcançar. Só que por uma coisa, parecia que nada mais tinha sentido, e o desespero estava insuportável. Não conseguia mais pensar, exceto na dor. E, principalmente, nele. Mas de qualquer jeito, nada mais importava mesmo.
E saiu para andar pela cidade. Estava frio, e se contentava com isso. O tempo e o gelo daquele dia eram um reflexo de sua alma. Vazia. Nessas horas, ela se tornava mais racional. E estava bem assim. Quer dizer, estava melhor, pois não estava bem. Enquanto tomava seu café, andava e andava. Via folhetos jogados pelo chão, pichações nas paredes, pessoas andando. Mesmo com tanta gente, se sentia sozinha. Ninguém poderia ajudá-la.
Clarice Lispector
Era uma dor horrível. Jamais sentira nada igual. Um vazio que sugava tudo e todos à sua volta. Era como se ela estivesse sumindo, a sensação era horrível. O nada. Com certeza, no mundo, não havia NADA pior que o NADA. Chegava a ser irritante tudo isso, esse desespero crescente. Ela só queria que nada mudasse. Sua vida, aparentemente, estava perfeita, com tudo o que ela desejava um dia alcançar. Só que por uma coisa, parecia que nada mais tinha sentido, e o desespero estava insuportável. Não conseguia mais pensar, exceto na dor. E, principalmente, nele. Mas de qualquer jeito, nada mais importava mesmo.
E saiu para andar pela cidade. Estava frio, e se contentava com isso. O tempo e o gelo daquele dia eram um reflexo de sua alma. Vazia. Nessas horas, ela se tornava mais racional. E estava bem assim. Quer dizer, estava melhor, pois não estava bem. Enquanto tomava seu café, andava e andava. Via folhetos jogados pelo chão, pichações nas paredes, pessoas andando. Mesmo com tanta gente, se sentia sozinha. Ninguém poderia ajudá-la.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Queria poder sentir.

Feliz por ser capaz de fingir que sinto desprezo ao invés de saudade. porque, se não importa o que eu sinto, então não importa o que eu penso nem meus juízos de valor. o que importa é que você vai embora, e eu vou gargalhar. quando na verdade, o que eu queria era sentar e chorar.
Maybe that's me :)
créditos: http://theold-fashioned.blogspot.com
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